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Parabéns Bitcoin pelo seus primeiros 10 anos!

Ontem , dia 31/10/2018, mais um dia marcante na história: há exatos 10 anos ocorria a publicação do white paper do Bitcoin (artigo de 9 páginas que divulgava a criação de Satoshi Nakamoto) intitulado “Bitcoin: A Peer-to-Peer Electronic Cash System”, fruto de toda uma discussão, pesquisa e experimentação de pelo menos 3 décadas no campo do dinheiro eletrônico cuja origem remete a discussões sobre privacidade online no momento em que a Internet se desenhava como grande realidade nos anos que viriam (falando aqui do início da década de 80).

Sim, privacidade online e não apenas uma outra alternativa de custodiar e transacionar valor que não através do sistema financeiro tradicional! O Bitcoin não nasceu, ao menos como única explicação da sua origem, como resposta à crise financeira mundial de 2008.

Passados 10 anos da sua criação, e uns talvez 2 ou 3 anos do começo da sua propagação ao grande público, me parece ter chegado a hora de vermos o Bitcoin e as demais criptomoedas com um pouco mais de naturalidade, ao menos os que já estão em contato com este meio. Isso, sem deixarmos de reconhecer que talvez estejamos falando da maior invenção surgida desde a criação da Internet!

A estranheza, ao meu ver, vem única e exclusivamente do fato de estarmos vivendo há 100, 200 anos na era dos bancos centrais e das casas da moeda, também centrais. Não é em relação a inovação em si! Nenhum ser vivo hoje conheceu ou usou largamente outro ativo como meio de realizar suas trocas que não os emitidos por órgão centrais e estatais. Assim, me parece óbvio que o vô, a vó, tio, tia, pai, mãe e todos nós irão achar “estranho” o Bitcoin… E de fato a primeira vista é. Mas o que a história nos conta é que já utilizamos “n” outros ativos como moeda, e muitos deles não eram emitidos pelo estado. Talvez a figura abaixo ilustre um pouco esta situação e dê um caráter mais natural à evolução do dinheiro.

Por que a estranheza não é em relação a inovação, a tecnologia em si? Ora, o que me parece estranho é em pleno 2018 termos horário limite de TED até as 17 hrs da tarde, não podermos transferir valor em feriados, sábados e domingos porque os bancos não funcionam. Levarmos 3 dias para mandar um $ de um país ao outro a um custo absurdo.

O Bitcoin traz inovações em si que causam estranheza. Claro, a escassez replicada no mundo digital, a possibilidade de transacionar no universo digital sem qualquer intermediário, ativos digitais únicos, não falsificáveis, tudo isso causa estranheza. Mas o estranho mesmo é o simples fato de termos uma outra alternativa ao único dinheiro que conhecíamos por anos.

Nesta linha, outra coisa que me parece também bem estranha é imaginar que uma inovação como esta iria vir ou ser garantida pelo estado. O estado não gosta de concorrência em nada, quando muito em relação ao bem em que ele detém o monopólio, no caso a moeda!

Lastro? Desde 1971 nenhuma moeda tem lastro. As moedas fiduciárias tem este nome porque vem de fidúcia, que significa confiança. Exatamente igual ao Bitcoin. A diferença é que nestas necessitamos confiar nas pessoas: no presidente do BC, na casa da moeda, nas pessoas que estão no governo, nos bancos… ou alguém que tem o seu dinheiro depositado nos bancos por acaso não esta confiando que ele será disponibilizado sempre que vocês quiserem?

Muita coisa deve acontecer daqui para frente.

Ansioso pelos próximos 10 anos!!

Texto de: Walter Anderson Pillon

 


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